Nos dias 7 e 8 de Novembro, o Sisemppa realiza o 2° Encontro das Entidades Representativas do Servidores dos Ministérios Públicos da Região Norte, com o objetivo de debater sobre o panorama e os desafios da organização classista dos servidores e servidoras dos Ministérios Públicos da nossa região. Neste dia 08 fui escolhido para palestrar sobre o tema: SAÚDE MENTAL NO MINISTÉRIO PÚBLICO BRASILEIRO.
Sobre o tema, leia o Resumo do qual compartilho o meu pensamento a respeito deste assunto:
Este artigo examina a relação intrínseca entre poder, participação e saúde mental no contexto do Ministério Público Brasileiro, focando especificamente na importância do direito ao voto dos servidores na escolha do Procurador Geral de Justiça. A pesquisa traça a evolução histórica do MP, desde sua atuação durante o regime militar até seu reposicionamento na democracia, revelando como as estruturas de poder internas persistem em excluir os servidores de processos decisórios cruciais. Utilizando a teoria dos campos de Bourdieu, o estudo analisa as dinâmicas de poder que contribuem para o adoecimento mental dos servidores, manifestado através de assédio, sobrecarga de trabalho e desvalorização. A recente implementação da Política Nacional de Atenção à Saúde Mental (Resolução CNMP nº 265/2023) é criticamente avaliada, argumentando se que, embora represente um avanço, sua eficácia é limitada sem uma mudança estrutural nas relações de poder dentro da instituição. O artigo propõe que o direito ao voto dos servidores na escolha da liderança institucional é um passo fundamental para criar um ambiente de trabalho mais saudável e democrático. Conclui-se que a verdadeira promoção da saúde mental no MP requer não apenas políticas de bem-estar, mas uma redistribuição significativa de poder e influência, com o voto dos servidores emergindo como um antídoto essencial contra o adoecimento mental e um catalisador para uma transformação institucional mais profunda. Compartilho o artigo que escrevi sobre o tema para maior aprofundamento.
Um grande abraço e boa leitura.
Professor Hugo Sanches da Silva Picanço.