
Na palestra “IAG na Prática Ministerial Paraense”, o Professor Hugo Sanches Picanço abordou a importância da literacia digital e o uso estratégico de Inteligência Artificial Generativa (IAG) no contexto do Ministério Público. A apresentação destacou habilidades essenciais como literacia em IA e literacia de prompts, fundamentais para profissionais que desejam otimizar suas rotinas com ferramentas tecnológicas.
Modelos de IA e Aplicações
Foram apresentados diversos LLMs (Modelos de Linguagem de Grande Escala), como GPT-4o, Claude 3.7 Sonnet, DeepSeek V3, Gemini 2.0 Flash e modelos exclusivos como ADAPTA, especializados em geração de imagens (Stable Diffusion, DALL-E 3). O professor enfatizou que a escolha do modelo deve alinhar-se à tarefa, seja análise jurídica, redação ou processamento de dados.
Desafios e Cuidados
A palestra alertou para vieses nos dados, como alucinações de IA, visões eurocêntricas e a necessidade de decolonização dos algoritmos. Hugo Picanço reforçou que o jurista deve sempre validar e revisar as respostas da IA, pois ela é um copiloto, não um substituto do expertise humano.
Técnicas de Prompt e Eficiência
Foi introduzido o método CIDEM para construção de prompts:
- Contexto
- Instrução
- Dados
- Especificação
- Melhoria
Exemplos práticos demonstraram como a IA pode reduzir o tempo de depoimentos de 3 horas para 40 minutos, liberando promotores para tarefas analíticas. Ferramentas como TurboScribe (transcrição de áudio) e Notebook LM (assistente da Google) foram sugeridas para agilizar processos.
Exercícios Práticos
Os participantes aprenderam a:
- Extrair textos de imagens para citações jurídicas.
- Criar despachos automatizados.
- Usar assistentes de IA para estudos e redação.
Mensagem Final
A palestra encerrou com um lembrete crucial: “A IA amplifica quem você já é”. Bons profissionais elevam o potencial da tecnologia, enquanto a falta de conhecimento só acelera resultados medíocres. O teto da IA, como destacou o professor, é o usuário.